O transtorno de ansiedade está relacionado a pelo menos seis variantes genéticas do DNA, segundo uma pesquisa publicada no periódico científico American Journal of Psychiatry. O estudo realizado nos Estados Unidos analisou dados de 200.000 norte-americanos e apontou genes que interferem no desenvolvimento da doença.

Algumas das variantes associadas à ansiedade já foram indicadas como fatores de risco para doenças como transtorno bipolar e esquizofrenia em outras pesquisas. Entre elas está a variação do gene MAD1L1, que ainda não se sabe completamente a função, mas foi anteriormente relacionado a outros transtornos psiquiátricos.

Segundo a pesquisa, algumas dessas variantes genéticas estão relacionadas ao funcionamento de receptores do hormônio sexual feminino estrogênio. Essa informação pode ajudar os especialistas a entenderem porque as mulheres têm mais do que o dobro de chances de desenvolver ansiedade do que os homens.

Saiba mais sobre o estudo na matéria da Galileu.

O uso da genética para orientar o tratamento para ansiedade

Assim como alguns genes podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno de ansiedade, outros podem ajudar na orientação do tratamento. Isso porque existe o teste farmacogenético. Esse exame analisa como os genes do paciente interferem na resposta, metabolismo e toxicidade dos medicamentos, por meio do sequenciamento do DNA.

O teste farmacogenético ajuda os médicos a guiarem o tratamento, especialmente psiquiátricos. Com a análise, o exame indica as tendências de comportamento dos fármacos no organismo do paciente de forma personalizada. O resultado apresenta ao médico quais medicamentos tendem a ser mais eficazes e quais podem causar mais efeitos colaterais, sendo necessário que outras informações clínicas sejam correlacionadas para uma prescrição mais assertiva.

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Um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research apontou os benefícios do teste e como ele pode ser eficaz. Ele mostrou que houve resposta e remissão de sintomas significativas em pacientes que não respondiam ao tratamento antes do redirecionamento com o teste farmacogenético. Confira mais detalhes sobre a pesquisa aqui.

O exame pode ser feito pela Gntech®, empresa pioneira na realização do teste farmacogenético no Brasil. O exame não é invasivo, sendo realizado com a coleta de células bucais, que pode ser feita pelo próprio paciente. Assim, é possível fazer o teste de qualquer cidade do país: a compra é online e o kit para coleta do material genético chega via Sedex.