O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é descrito pelo manual de classificação de doenças mentais como um distúrbio caracterizado pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva. O transtorno é persistente e de difícil controle.

O tratamento pode ser realizado aliando psicoterapia e uso de medicamentos. Para o tratamento farmacológico, o teste farmacogenético é indicado para um tratamento mais assertivo e seguro.

O exame sequencia o DNA do paciente e analisa como os genes interferem no metabolismo dos medicamentos. Com isso, o médico consegue prever quais fármacos tendem a ser mais eficazes.

O que é o transtorno de ansiedade generalizado

A ansiedade generalizada pode ter origem em diversos fatores. Por exemplo, a doença pode ser de ordem genética, havendo histórico na família. Também pode ser causada por um ambiente estressante, um modelo de pensamento negativo ou até mesmo doenças físicas.

A ansiedade é normalmente uma resposta do corpo proveniente do sistema nervoso autônomo, agindo independente do pensamento racional. O que acontece quando uma pessoa tem transtorno de ansiedade generalizada é que o corpo fica sempre em alerta, preparado para a situação de perigo.

No organismo, o sistema nervoso libera a adrenalina em um momento de ansiedade. Com isso, os batimentos cardíacos aceleram para levar oxigênio para todo o corpo mais rapidamente e os brônquios dilatam, para aumentar a respiração e oxigenação. Além disso, as pupilas dilatam, para melhorar a visão mesmo no escuro, e aumenta a glicose no sangue, para fornecer mais energia às células.

Outra resposta do organismo ao sinal de alerta que a ansiedade provoca é a liberação de cortisol. Consequentemente há um aumento da gordura corporal, inibição do muco da parede gástrica e fadiga ao cérebro.

Sintomas de transtorno de ansiedade (TAG)

O transtorno de ansiedade possui sintomas psicológicos e físicos. Os primeiros afetam a forma como a mente funciona e o comportamento da pessoa. Os segundos são sentidos de forma física no corpo, podendo ser confundidos com sintomas de doenças cardíacas, por exemplo.

Os sintomas de ansiedade podem afetar a vida pessoal e social, podendo levar a um isolamento devido ao medo de sair de casa e de interagir socialmente. O impacto também pode ser visto na vida profissional, quando a inquietação e dificuldade de concentração passam a interferir no desempenho das tarefas.

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Fernanda sofria de ansiedade e fez o teste farmacogenético para iniciar o tratamento

Todos aspectos da vida de Fernanda Volpato estavam em ordem. Aparentemente estava tudo bem. Mas ela tinha crises e não conseguia descobrir o motivo. Até que o neurologista a encaminhou para o psiquiatra.

Fernanda foi diagnosticada com ansiedade e um quadro depressivo subjacente. Para um tratamento mais rápido e seguro, realizou um teste farmacogenético. O exame indica quais medicamentos tendem a ser mais eficazes e com menor risco de efeito colateral.

O médico pode verificar como os genes de Fernanda interferiam no metabolismo, resposta e toxicidade dos remédios e fazer uma prescrição mais assertiva.

Em pouco tempo, Fernanda pode recuperar sua qualidade de vida e obter melhora em relação aos sintomas de ansiedade.

Confira o depoimento dela e como o psiquiatra utilizou o exame para guiar o tratamento do caso clínico:

Tratamento para o transtorno de ansiedade generalizada

O tratamento para o transtorno de ansiedade deve ter acompanhamento profissional. A psicoterapia tem um papel importante para ajudar o paciente a lidar com sua angústia e entender os fatores que são gatilhos para as crises. Alguns estudos apontam que a terapia cognitiva comportamental é a mais indicada para tratar ansiedade.

O uso de medicamentos, em geral, precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas, descontinuando as doses de forma decrescente. O teste farmacogenético é uma ferramenta importante para indicar quais medicamentos tendem a ser mais eficazes, quais não devem gerar resultado e quais podem trazer efeitos colaterais.

Teste farmacogenético

O exame cruza dos dados genéticos da pessoa com a análise de medicamentos comumente utilizados no tratamento. Ele fornece informações importantes para estabelecer a dosagem e uso de mais de um medicamento.

O teste farmacogenético para ansiedade analisa 26 genes do paciente e cruza as informações com a análise de 79 medicamentos, que incluem antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. O laudo ajuda o médico, fornecendo uma base de dados para que a prescrição seja mais assertiva e com menos chances de efeitos colaterais. Com isso, é possível obter uma resposta mais rápida ao tratamento do que teria se baseado na tentativa e erro de fármacos.

O teste farmacogenético é utilizado para orientar o tratamento de diversos transtornos mentais, como depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Além disso, é utilizado também em outras áreas da medicina, como cardiologia e oncologia.

No Brasil, a Gntech® é o laboratório pioneiro na realização do exame.

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Classes de medicamentos usados no tratamento da ansiedade

Antidepressivos

Normalmente são selecionados antidepressivos que atuam para liberação do neurotransmissor chamado serotonina. São utilizados para tratamentos mais prolongados por registrarem baixo risco de dependência e pela facilidade em serem retirados de forma lenta e gradual na reta final do tratamento.

Ansiolíticos

Esse grupo de medicamentos pode agir de várias formas, dependendo do sistema de neurotransmissão em que atuam. Os ansiolíticos tarja preta são usados na fase aguda do transtorno de ansiedade, para aliviar sintomas físicos, reduzindo a hiperatividade cerebral a níveis adequados.

Antipsicóticos

Podem ser utilizados como medicamentos paliativos nas fases mais críticas do transtorno de ansiedade generalizada. Entretanto, apenas aliviam os sintomas, não tratando a causa.

A ansiedade generalizada é apenas um dos tipos de ansiedade. Entre os transtornos mentais desse grupo estão ainda a síndrome do pânico, quando a pessoa tem ataques de pânico inesperados e medo intenso; fobia social, com dificuldade em ambientes novos, falar em público e conversar com desconhecidos; outras fobias específicas, como a claustrofobia (medo de ambientes fechados), transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático e ansiedade noturna (relacionada à privação do sono).

Referências: Drauzio Varella , Minha Vida , Vittude .