16 de outubro: Dia das Crianças

O mês de outubro é quando comemoramos o Dia das Crianças e, aproveitando o momento, decidimos falar de um assunto sério: a Depressão Infantil. É importante ajudar a criança a desenvolver sua inteligência emocional e estar atento para identificar os sintomas de um possível transtorno depressivo.

A depressão infantil (DI) é um transtorno do humor caracterizado pela tristeza e pela incapacidade de sentir prazer e ela pode estar associada a transtornos do sono, assim como Transtornos de Sintomas Somáticos.. Entre as décadas 1960 e 1970 não se falava em DI por essa enfermidade ser ligada à vida adulta, mas hoje já se percebe uma prevalência nos índices de depressão infantil.

Crianças deprimidas

A depressão na infância pode apresentar um quadro semelhante ao do adulto, mas é necessário atenção e sensibilidade para diferenciar características naturais, que pertencem as fases de desenvolvimento na infância, dos sintomas que podem sinalizar este prognóstico. As causas que levam à depressão infantil podem ser desde fatores genéticos, quando os pais apresentam o quadro, a situações que a criança vivencia durante o seu desenvolvimento.

Os pais precisam estar atentos aos sinais que a criança demonstra:

- Baixa sociabilidade,

- Falta de ânimo para brincar,

- Medo de ficar sozinha,

- Ansiedade ao se separar dos pais,

- Falta de higiene pessoal,

- Agressividade,

- Sentimento de desvalia,

- Alterações de sono ou no apetite.

Também é comum os sintomas da Depressão Infantil serem opostos a de um adulto que apresenta o mesmo quadro, por isso é importante o acompanhamento de profissionais especializados nesta área.

O diagnóstico da Depressão Infantil

A Depressão Infantil normalmente é diagnosticada entre os 8 e 9 anos, momento em que ela também está consolidando a sua personalidade e a maneira como se relaciona com o que há em seu entorno. Os estudos de Psicanálise comprovam que até os 8 anos a criança está construindo a sua identidade no mundo, então os padrões de relacionamento intra e interpessoal em que ela é inserida serão reproduzidos no decorrer da sua vida.

Muitas vezes a Depressão Infantil, por apresentar sintomas como a falta de atenção, pode ser confundindo com transtornos como o Déficit de Atenção e a Hiperatividade. E, ainda, é muito comum a Depressão Infantil se desenvolver por conta de outra doença que a criança já sofre, seja ela psicológica ou física.

A alfabetização é muito importante, tanto para o diagnóstico da Depressão Infantil quanto para o seu tratamento. Vai ser durante a convivência com outras crianças e adultos onde sintomas que evidenciam o quadro serão percebidos. E também vai ser junto da Escola, e do aprendizado em casa, que o tratamento vai ser realizado. Normalmente, o profissional responsável por cuidar da saúde mental da criança vai entrar em contato com os pais e com a escola para entender como a criança se comporta.

Além de identificar padrões comportamentais que evidenciam a Depressão Infantil, o profissional da área também precisa entender a origem desse transtorno. Apesar do fator genético ser uma das principais causas da depressão, tanto infantil como adulta, é comum o quadro se desenvolver por conta de impactos emocionais que a criança sofreu durante o seu desenvolvimento. A perda de um ente querido, a separação dos pais, estar presente durante as brigas do casal, sofrer bullying na escola e mudanças grandes de rotina são algumas causas que podem desencadear a Depressão Infantil.

O tratamento para Depressão Infantil

É muito importante cuidarmos da saúde integrativa, tanto física quanto emocional, da criança. Ela precisa crescer em ambientes saudáveis, com laços afetuosos, carinho e principalmente com espaço para desenvolver a sua própria personalidade. Muitas vezes a criança acaba por carregar as frustrações dos pais, que idealizavam como ela deveria agir, se vestir, pensar e até mesmo no que gostar. E a criança, numa tentativa de agradar os pais, entristece por não se reconhecer nestas projeções e não validar a sua singularidade.

A melhor maneira de prevenir o desenvolvimento da Depressão Infantil é estar atento aos sinais que a criança demonstra, bem como dar espaço para o seu desenvolvimento e acompanhar, junto dos educadores, o seu processo escolar. Caso haja suspeita deste quadro, é importante procurar orientação de um psicólogo.

Este profissional poderá identificar se há algum transtorno se desenvolvendo na criança e qual será o melhor tratamento. Mas, atenção, leve a criança primeiro em um psicólogo! É ele quem indicará a procura pelo atendimento psiquiátrico. E, mesmo que a inserção de medicamentos seja necessária, é imprescindível que a criança siga com o acompanhamento de um psicoterapeuta.

A diferença entre o tratamento Psicoterápico e o Medicamentoso

É importante diferenciar o tratamento psicoterápico e o medicamentoso para entendermos a importância de cada um e, principalmente, como usá-los. O tratamento psicoterápico consiste em acompanhamentos juntos a um psicólogo, que investigará as origens do sofrimento da criança e traçará a melhor maneira dela ressignificar as suas dores. Em suma, o tratamento psicoterápico é feito a partir da escuta e do questionamento, instigando o paciente a encontrar as suas respostas.

Mas, infelizmente, não todos os casos de transtornos mentais que são resolvidos apenas com consultas psicológicas. Nestes casos, o psicólogo vai recomendar o agendamento de uma consulta psiquiátrica e, então, ele vai entrar em contato com este profissional para traçarem, juntos, a melhor maneira de inserção dos remédios. É muito importante que, ao ser decidido o uso de medicamentos, o paciente seja acompanhado por estes profissionais para que os efeitos do remédio sejam monitorados.

Normalmente, os primeiros meses do tratamento consistem em tentativas de dosar os medicamentos e, por isso, este início acaba sendo difícil e desgastante para o paciente. Os efeitos colaterais ou de alta dosagem são muitos, podendo acarretar em outros problemas de saúde. Pensando nisso a GnTech criou o TotalGene e o PsicoGene, testes farmacogenéticos que analisam como os genes interferem nos principais medicamentos utilizados em tratamentos psiquiátricos e ajudam o médico a identificar quais opções e dosagens tendem a ter melhor desempenho.

Esse teste genético atua no campo da medicina personalizada, sendo muito funcional para entender melhor como a criança reagirá aos medicamentos mais usados, tornando os tratamentos mais seguros e reduzindo o risco efeitos colaterais.

O TotalGene analisa medicamentos utilizados na Psiquiatria, Oncologia, Cardiologia e Infectologia, auxiliando e muito o prognóstico dos médicos e podendo guiar os tratamentos da criança ao longo da vida em diferentes especialidade. Já o PsicoGene é focado em medicamentos da Psiquiatria, abrangendo fármacos utilizados para tratar depressão, TDAH, ansiedade, bipolaridade e outros.

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Referência: Referência: Saúde em Dia , Psicóloga Munyra Mage Souza