Drauzio Varella explica, em seu canal do YouTube, qual o papel dos antidepressivos no tratamento do transtorno depressivo. Em primeiro lugar, o médico ressalta a importância do diagnóstico da depressão. O transtorno vai além da tristeza relacionada a episódios traumáticos. Quando o quadro se mantém por tempo prolongado, deve-se buscar ajuda.

A depressão provoca um estado em que o paciente se fecha, evita socializar, perde o interesse pela vida, entre outros sintomas. Muitas vezes, as pessoas ao redor julgam como falta de vontade, porém é um problema grave de saúde.

O uso de antidepressivos

“Depressão quando é depressão de verdade, coisa séria, você tem que tratar com antidepressivo e psicoterapia”, afirma Drauzio Varella. Os medicamentos para depressão melhoram a composição química na comunicação entre os neurônios.

Os neurônios se comunicam entre si, fazendo passar a corrente elétrica. Na depressão, a liberação de mediadores que fazem essa transmissão é precária ou inexistente. São esses mediadores que proporcionam as sensações de alegria e euforia.

Segundo Drauzio Varella, é preciso esperar de 3 a 4 semanas para os antidepressivos começarem a fazer efeito no tratamento da depressão. O uso é prolongado, normalmente por no mínimo seis meses. Para encerrar o tratamento, é preciso reduzir gradativamente as doses.

Confira o vídeo:

Por que alguns antidepressivos não fazem efeito ou geram efeitos colaterais?

Cada pessoa possui características únicas. Isso reflete também na forma como o organismo reage aos medicamentos. Os genes podem interferir na metabolização, resposta e toxicidade dos antidepressivos, fazendo com que alguns fármacos sejam bons para um grupo de pacientes e ineficazes para outro. 

Por exemplo, o perfil genético de um paciente com depressão pode fazer com que ele metabolize rapidamente as substâncias contidas em um determinado antidepressivo. Com isso, o medicamento pode ser ingerido e eliminado do organismo antes de fazer efeito. Por outro lado, seu perfil genético também pode afetar a toxicidade de um fármaco. Neste caso, pode existir um risco maior de efeitos colaterais no uso do medicamento.

Tratamento para depressão mais rápido e seguro

Para evitar adversidades no tratamento para depressão, é indicado realizar um teste farmacogenético. O exame ajuda o médico a prever as tendências de comportamento dos antidepressivos e ansiolíticos no organismo do paciente. 

O teste é feito por meio do sequenciamento do DNA da pessoa em tratamento, analisando como seus genes devem interferir em diversos medicamentos. Portanto, ele contribui para uma prescrição mais assertiva e resultados mais seguros.

Teste farmacogenético para depressão

O teste farmacogenético para depressão mais completo do Brasil é realizado pela GnTech, laboratório pioneiro em farmacogenética no país. O exame analisa 95 fármacos e 32 genes.

Chamado de PsicoGene, o teste analisa os genes ligados aos processos de metabolização, resposta e toxicidade dos principais fármacos utilizados para tratar transtornos mentais. Entre os medicamentos estão antidepressivos como Bupropiona, Citalopram, Escitalopram, Fluoxetina e Sertralina

O painel farmacogenético inclui ainda ansiolíticos, estabilizantes de humor, antipsicóticos, analgésicos, psicoestimulantes, entre outras categorias de medicamentos.

Com os dados do exame, o médico tem informações valiosas para escolher a medicação e dosagem que tendem a ser mais eficazes e seguras para o paciente, de forma personalizada.