Dia 10 de abril é o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus. Trata-se de uma doença inflamatória autoimune que pode afetar vários órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. A data foi criada para conscientizar as pessoas sobre os aspectos que envolvem essa doença incomum, complexa e de difícil diagnóstico.

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, pois não tem fatores de risco pré-determinados. Apesar disso, ela não é comum e apresenta alguns fatores que podem facilitar o surgimento do lúpus. Por exemplo, 90% dos casos ocorrem em mulheres e a maior parte dos diagnósticos acontece entre os 15 e 40 anos de idade.

Alguns médicos indicam que a maior incidência entre mulheres é devido à produção de estrogênio. Esse hormônio está relacionado ao controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas e é um facilitador de linfócitos, que nada mais são do que as células produtoras de anticorpos.

O fato de ser uma doença autoimune faz com que o sistema imunológico da pessoa passe a atacar tecidos saudáveis por engano. Ainda não se tem muito conhecimento sobre as causas desse tipo de enfermidade, mas acredita-se que fatores externos estejam envolvidos com o surgimento da condição, especialmente em casos de predisposição genética e uso de medicamentos.

De acordo com a ciência, a exposição à luz do sol entre 10h e 15h pode ser um fator que desencadeie a doença. Isso porque a luz solar pode iniciar ou agravar uma inflamação preexistente e levar a lúpus.

Além disso, outras infecções no corpo ou o uso de medicamentos, como determinados antibióticos, pode dar início à doença.

Tipos de lúpus

Lúpus Discoide

Lúpus que se limita a inflamações na pele da pessoa. Pode ser identificada com o surgimento de lesões avermelhadas, com tamanhos, formatos e colorações específicas na pele. As manchas acontecem especialmente no rosto, na nuca e no couro cabeludo do paciente.

Lúpus Sistêmico

Nesse tipo de lúpus, o quadro pode ser leve ou grave. A inflamação acontece de forma generalizada, o que compromete vários órgãos ou sistemas. Por exemplo, pele, rins, coração, pulmão, sangue e articulações. O paciente pode começar com lúpus discoide e evoluir para o tipo sistêmico.

Lúpus induzido por drogas

Neste caso, a lúpus começa por uma reação a algum medicamento ou droga que a pessoa usou e ocasionou uma inflamação. Os sintomas são parecidos com o lúpus sistêmico, porém a doença tende a desaparecer assim que o uso da substância terminar.

Lúpus Neonatal

Esse tipo de lúpus é raro. Afeta filhos recém-nascidos de mulheres que têm lúpus. A criança pode nascer com erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas. Porém, os sintomas devem desaparecer naturalmente após alguns meses.

Sintomas de Lúpus

Existem algumas variações em relação aos sintomas do lúpus. Em alguns casos, a doença pode se desenvolver de forma lenta, enquanto que em outros os sintomas aparecem de repente. A ação da doença no corpo pode ser moderada, grave, temporária ou permanente.

Porém, a maioria dos pacientes apresentam sintomas moderados. O lúpus costuma surgir esporadicamente. Durante crises, os sintomas agravam por um tempo e depois passam.

Tratamento para Lúpus

Os sintomas de Lúpus podem variar muito de um paciente para o outro e mudam com o passar do tempo. Consequentemente, o diagnóstico pode não ser simples.

Não existe um exame ou teste específico para diagnosticar a doença. Normalmente, o médico analisa exames de sangue, urina e sintomas clínicos.

O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas da doença, visto que não há cura. Com o uso de medicamentos, é possível melhorar a qualidade de vida da pessoa. Além disso, o tratamento vai depender da intensidade e agressividade da doença.

Normalmente, o lúpus com sintomas leves pode ser tratado com anti-inflamatórios não esteroides para artrite e pleurisia, protetor solar e corticoide tópico para as lesões de pele. Também são utilizados hidroxicloroquina e corticoides de baixa dosagem para sintomas de pele e artrite.

Nos casos mais graves de Lúpus, costuma ser indicado alta dosagem de corticoides ou medicamentos que reduzam a resposta do sistema imunológico no corpo. Além disso, podem ser prescritas drogas citóxicas, que bloqueiam o crescimento celular.

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Teste farmacogenético para o tratamento de Lúpus

O uso frequente de medicamentos para o tratamento de lúpus pode acarretar em algumas complicações, como sobrecarregar as funções de órgãos que atuam na sintetização de substâncias. Muitos portadores de lúpus podem enfrentar dificuldades para acertar a dosagem dos medicamentos.

Consequentemente, é comum ter efeitos colaterais dos medicamentos. Por essas razões, o teste farmacogenético é amplamente indicado para guiar o tratamento do paciente.

O exame analisa como os genes do paciente interferem no metabolismo, resposta e toxicidade dos medicamentos. O laudo indica quais medicamentos e quais dosagens devem oferecer o melhor resultado.

Com isso, o tratamento fica mais seguro e eficaz, reduzindo os riscos de efeitos colaterais e o uso de substâncias em doses além das necessárias. Para quem usa medicamentos de uso frequente essa relação é bastante importante. Você já se perguntou quantos medicamentos consome ao longo da vida?

Outra contribuição importante do teste farmacogenético é oferecer ao médico e paciente um verdadeiro mapa sobre como o organismo do paciente tende a se comportar com determinadas substâncias. Como a doença é autoimune, pode ser difícil identificar se uma determinada reação do organismo é um o efeito colateral a medicamentos ou mesmo se uma superdosagem está sendo administrada de forma desnecessária no paciente.

A Gntech é um dos laboratórios pioneiros no desenvolvimento do teste farmacogenético no Brasil. Eles oferecem o exame com foco no Sistema Nervoso Central, para tratamentos de doenças como depressão e ansiedade, e passarão a comercializar em breve uma versão do exame com foco em doenças infecciosas, como lúpus, hepatite e HIV.

Falta de tratamento pode levar a complicações

A falta de tratamento pode levar o portador de lúpus a desenvolver algumas complicações. Diversos órgãos e tecidos do corpo podem ser atingidos, levando até mesmo à morte da pessoa.

Uma das complicações é a falência de rins, estando entre as principais causas de morte entre os cinco primeiros anos da doença. Caso o lúpus chegue ao cérebro, o paciente pode ter sintomas específico como acidentes vasculares cerebrais(AVC) e convulsões.

O paciente tem risco de anemia e inflamações nos vasos sanguíneos. Por exemplo, pode ser preciso receber doação de sangue durante o tratamento.

Outras complicações da doença são a pleurisia, inflamação dos tecidos que revestem o pulmão e a caixa torácica, e a inflamação dos músculos do coração e artérias, podendo causar infarto.

Tanto a doença quanto o tratamento do lúpus atacam o sistema imunológico da pessoa, o que possibilita o desenvolvimento de outras infecções. As mais comuns são no trato urinário e respiratório.

O lúpus também pode provocar o surgimento de tumores ou agravar casos de câncer. Também é possível ter necrose vascular, que é a morte das células que revestem os ossos, causando pequenas fraturas e o rompimento de muitas articulações.

Famosas com lúpus

Lady Gaga

Lady Gaga tem lúpus e falou pela primeira vez sobre a doença em 2010, em um programa de TV. Segunda a cantora, seu caso é genético.

Ela também sofre de fibromialgia, uma doença que causa dores intensas nas articulações. Apesar de não haver relação direta entre fibromialgia e lúpus, pode haver uma conexão entre ambas.

Segundo o fisiatra do Hospital das Clínicas, Dr. Roberto Rached contou à revista Claudia, “Alguns pacientes que, por motivos diversos, sofrem com doenças que causam dor forte por um período de tempo prolongado pode desenvolver a fibromialgia. No caso de lúpus, quando se apresenta acometendo as articulações e causando dor, pode haver uma relação com a fibromialgia, desencadeando, assim, o processo inicial da doença ou sendo responsável por crises de dor em quem já possui fibromialgia.”

Selena Gomez

Em 2017, a cantora Selena Gomez precisou passar por um transplante de rins como parte do tratamento de lúpus. Ela compartilhou nas redes sociais uma foto com a amiga que doou o rim para ela.

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I’m very aware some of my fans had noticed I was laying low for part of the summer and questioning why I wasn’t promoting my new music, which I was extremely proud of. So I found out I needed to get a kidney transplant due to my Lupus and was recovering. It was what I needed to do for my overall health. I honestly look forward to sharing with you, soon my journey through these past several months as I have always wanted to do with you. Until then I want to publicly thank my family and incredible team of doctors for everything they have done for me prior to and post-surgery. And finally, there aren’t words to describe how I can possibly thank my beautiful friend Francia Raisa. She gave me the ultimate gift and sacrifice by donating her kidney to me. I am incredibly blessed. I love you so much sis. Lupus continues to be very misunderstood but progress is being made. For more information regarding Lupus please go to the Lupus Research Alliance website: www.lupusresearch.org/ -by grace through faith

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Referências: Ministério da Saúde , Revista Exame , Revista Claudia , Minha Vida .