No início de agosto estreou no Fantástico a série Não tá tudo bem, mas vai ficar, apresentada pelo médico Drauzio Varella. Durante todo o mês, o transtorno depressivo será abordado trazendo diferentes perspectivas a cada domingo. De uma forma didática, Drauzio Varella explica como a depressão interfere na vida dos pacientes e suas famílias. As reportagens trazem depoimentos que mostram como qualquer pessoa está suscetível à doença.  

A dificuldade do diagnóstico da depressão

A cantora Paula Fernandes é uma das entrevistadas. Ela compartilha como sofre com depressão desde os 15 anos e como o transtorno já interferiu na sua carreira. O primeiro episódio de Não tá tudo bem, mas vai ficar mostra também a dificuldade do diagnóstico e de perceber quando não se trata apenas de uma grande tristeza. A série do Fantástico também conversou com Baco Exu do Blues, rapper brasileiro. O artista fala sobre depressão em suas músicas, o que tem gerado uma grande identificação do público. Veja o primeiro episódio da série sobre depressão do Fantástico:

 

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O papel dos antidepressivos no combate a depressão

No segundo episódio de Não tá tudo bem, mas vai ficar, Drauzio mostra como o transtorno atinge diferentes perfis, independente da idade. Por exemplo, de cada cinco adolescentes, um terá o transtorno. E muitas vezes, os sintomas são confundidos com uma fase da adolescência. A série do Fantástico sobre depressão aponta alguns dos comportamentos que servem de alerta: desinteresse por tudo, tristeza profunda por mais de duas semanas, mudanças bruscas de comportamento, autoestima baixa e isolamento. Outro ponto levantado pelo Fantástico é a depressão pós-parto, que atinge uma de cada quatro mães. Isso interfere na relação com os bebês, na autoestima dessas mulheres e na vida de seus companheiros. Uma dificuldade da população que sofre com a doença é o atendimento de psicólogo e psiquiatras pelo Sistema Único de Saúde. A depressão leve pode ser tratada apenas com psicoterapia. Entretanto, casos moderados ou graves, requerem tratamento com antidepressivos também. Esses medicamentos têm a função de melhorar a comunicação entre os neurônios para que volte a existir uma quantidade adequada de substâncias químicas que geram bem-estar. Por exemplo, a serotonina e a noradrenalina. Os antidepressivos prolongam a ação dessas substâncias durante as sinapses, que é o espaço onde os impulsos nervosos são transmitidos de um neurônio pra outro. A ação dos antidepressivos pode demorar algumas semanas. E quando o medicamento estiver fazendo efeito, os pacientes não devem abandonar o tratamento sem indicação médica.  O abandono do tratamento pode levar a crises mais graves. Veja o segundo episódio da série sobre depressão do Fantástico:

 

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Transtorno Bipolar muitas vezes é confundido com depressão

No terceiro episódio da série Não tá tudo bem, mas vai ficar, do Fantástico, Drauzio Varella trouxe mais informações sobre o transtorno bipolar.  Mais do que uma leve mudança de humor, esse transtorno é caracterizado pelo contraste de picos de intensa euforia e fase depressiva. Somados a isso, estão sintomas como irritabilidade e impulsividade desproporcionais. A maior parte dos casos de transtorno bipolar iniciam com um quadro de depressão. Cabe ao psiquiatra investigar se o paciente teve episódios eufóricos, analisando períodos anteriores da vida dele e até mesmo conversando com a família. O tratamento para transtorno bipolar é feito com estabilizadores de humor, às vezes combinados a antidepressivos, terapia e hábitos regulados no dia a dia. Existe uma associação clara com suicídio. Sem tratamento, até 50% dos pacientes que sofrem com o transtorno um dia tentarão cometer suicídio, cerca de 15% deles irá conseguir tirar sua própria vida. A família e amigos precisam ficar atentos aos sinais para intervir. No Brasil, uma tecnologia foi criada para identificar comportamentos suicidadas nas redes sociais: o Algoritmo da Vida. A ferramenta de monitoramento analisa posts de usuários que indicam sofrer de depressão ou terem propensão suicida. Os perfis são encaminhadas ao CVV (Centro de Valorização da Vida), que faz um trabalho anônimo e voluntário de apoio psicológico através de chat online ou pelo telefone 188. Veja o terceiro episódio da série do Fántástico:

 

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O teste genético para tratamento da depressão

psicoterapia e os antidepressivos são as principais vias do tratamento da depressão. Entretanto, algumas ferramentas podem contribuir para uma melhora na qualidade de vida do paciente e eficácia do tratamento, como o teste genético. Esse teste analisa como os genes do paciente devem interferir no metabolismo, resposta e toxidade dos medicamentos. Com isso, consegue indicar quais fármacos têm mais probabilidade de causar efeitos colaterais, quais não devem surtir efeito e quando irão apresentar melhores resultados. No Brasil, a Gntech® realiza esse teste farmacogenético que auxilia o médico a prescrever o melhor tratamento de depressão para o paciente. O exame analisa 26 genes individuais e como eles respondem a 79 medicamentos antidepressivos. Saiba mais sobre como funciona e como fazer o teste farmacogenético.