Apesar de nem todos saberem o que é a Síndrome de Burnout, o transtorno é cada vez mais comum entre os brasileiros. Os sintomas assemelham-se muito com estresse e depressão. Segundo uma pesquisa realizada pelo ISMA-BR, 72% da população brasileira sofre alguma sequela do estresse, do nível leve ao devastador. Entre eles, 32% tem a Síndrome de Burnout. Apesar de sofrerem com o transtorno, 92% declararam que sentem que não tem condições de trabalhar, mas continuam por medo de uma demissão. E 49% também enfrentam a depressão, com tendência a desenvolver a versão crônica da doença.

Mas o que é a Síndrome de Burnout?

Também conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional, ela é oficializada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. A doença atinge profissionais que trabalham com alta carga horária e muita responsabilidade. Assim, é mais comum em pessoas que possuem jornadas duplas. O termo foi criado pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger, em 1974, para descrever o problema que ele e seus colegas enfrentavam. A síndrome é bastante recorrente em quem trabalha na área médica, especialmente profissionais que atuam em hospitais, com turnos extensos. As mulheres acabam sendo mais afetadas pela síndrome, porque muitas vezes levam uma jornada dupla de trabalho. Além do emprego, desdobram-se com atividades domésticas e estudos.

Sintomas da Síndrome de Burnout

Esgotamento profissional

A mente de quem tem Burnout mantém a pessoa alerta o tempo todo. Deste modo, ela se sente exausta. Em muitos casos, o profissional possui um emprego que exige muito dele. É como se não houvesse mais energia física e mentalmente. O fim de semana de descanso e até mesmo férias não são suficientes para vencer o cansaço.

Insensibilidade ao mundo ao redor

Um dos sintomas da Síndrome de Burnout é que o profissional se torna insensível ao que acontece a sua volta. Fica difícil ter empatia ou emoções. A doença também é caracterizada por confusão, reações negativas e alienação.

Sensação de incompetência

O profissional vê uma queda na produtividade e aumento de erros, devido a confusão mental. Com isso, vem uma sensação de incompetência. Por mais que tente trabalhar mais para compensar, está esgotado.

Depressão e ansiedade

É muito comum a pessoa com Burnout desenvolver um quadro depressivo e de ansiedade. Na maioria dos casos estão presentes os sintomas: insônia, alteração de humor, dificuldade de concentração, falta de apetite, isolamento, pessimismo e baixa autoestima.

O tratamento para a Síndrome de Burnout

É indicado procurar um psiquiatra para identificar em que nível está a síndrome e como proceder com o tratamento. Normalmente, o psiquiatra passará tarefas que possam ajudar a distrair o paciente. Por exemplo, atividades físicas podem deixar o paciente mais calmo, aliviando todo o estresse e tensão que sente. Entretanto, casos mais graves de Burnout, que tenham desenvolvido depressão e ansiedade, podem precisar de medicamentos. O psiquiatra poderá realizar a avaliação e prescrição. Neste caso, o teste farmacogenético pode ser muito útil no tratamento. O exame analisa como genes específicos interferem no comportamento de antidepressivos e outros medicamentos utilizados para tratar depressão e ansiedade. Assim, indica quais fármacos tem maior possibilidade de resposta, quais tendem a causar mais ou menos efeitos colaterais e como ajustar a dosagem. Referências: Revista Exame, Psicologia Viva