A luta da pessoa LGBT começa no momento em que ela entende que não pertence à normatividade. Tanto continuar “no armário”, quanto sair dele exige muito da saúde mental e do emocional.

A orientação sexual ou identidade de gênero pode ser o motivo de bullying na escola. Pode gerar conflitos em famílias muito conservadoras ou religiosas. O preconceito pode ser empecilho na hora de fazer amizades ou conseguir um emprego.

Primeiramente, existe o processo para aceitar a si mesmo e aprender a se amar, que não é simples para todos. Depois, vem a luta diária contra um mundo que ainda carrega muitos estigmas e preconceitos.

Danilo fala um pouco sobre como é cansativo viver na pele de um homem gay e drag queen todos os dias. Ele é conhecido na internet como Lorelay Fox e faz vídeos para o YouTube. Apesar da popularidade, sente a todo momento que precisa estar provando à sociedade que é uma boa pessoa.

Homofobia e transfobia: LGBTs+ pensam três vezes mais em suicídio que heterossexuais cis

A luta por inclusão e episódios de homofobia e transfobia fazem com que os jovens LGBT+ sejam mais suscetíveis ao suicídio. Eles pensam três vezes mais em suicídio do que os heterossexuais cisgêneros (homens e mulheres que se identificam com o gênero em que nascera e se atraem sexualmente pelo sexo oposto).

Além disso, os LGBTs+ têm cinco vezes mais chances de colocar em prática as ideias suicidas. Os números são preocupantes e refletem o estresse crônico de se esconder e todo o preconceito envolvido na sociedade. A dúvida se as pessoas irão aceitá-lo e a falta de pessoas para conversar sobre o assunto podem levar a ideia de suicídio.

A teoria do minority stress (estresse de minorias, em português) pode ser usada para explicar essa tensão à qual a comunidade LGBT+ é submetida. A teoria propõe que estresses sofridos de forma crônica por minorias, em decorrência de uma vida inteira de não-aceitação, rejeição, discriminação, estigma e violência, contribuem para que essa população tenha risco aumentado em sua saúde física e mental em relação ao restante das pessoas.

Os estudos corroboram essa hipótese: indivíduos LGBT+ têm maior risco de sofrer de ansiedade e depressão, de uso abusivo de substâncias lícitas e ilícitas e também maior risco de suicídio, quando comparados com a população cis e heterossexual.

Neste vídeo do Instituto Vita Alere, a psicóloga Karen Scavacini entrevista o escritor e youtuber Gui Pintto, que fala um pouco sobre a homofobia que sofria em casa e outrs questões que afetam a saúde mental dos LGBTs.

Depressão e Ansiedade entre LGBTs

Todo esse cenário de estresse e preconceito, muitas vezes leva a quadros de depressão e ansiedade. Esses transtornos, quando não tratados, podem dar origem as ideias suicidas.

Fique atento aos sintomas de ansiedade e depressão

Sintomas do transtorno de ansiedade

- Medo e ansiedade excessivos,

- Compulsão alimentar,

- Insônia,

- Inquietação constante,

- Dificuldade de concentração,

- Fadiga.

- Tremores,

- Cansaço,

- Sensação de falta de ar ou asfixia,

- Batimento cardíaco acelerado,

- Suor excessivo,

- Mãos frias e suadas,

- Boca seca,

- Tontura,

- Náuseas,

- Tensão muscular,

- Ondas de calor,

- Calafrios.

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Sintomas de depressão

- Tristeza profunda

- Insônia ou hipersônia

- Alterações de apetite

- Fadiga

- Evitar o contato social

- Dificuldade em concentrar

- Dificuldade para memorizar

- Pessimismo

- Perda do sentido da vida

Quando falamos de ansiedade e depressão é muito importante buscar ajuda profissional. A psicoterapia tem um papel importante para ajudar o paciente a lidar com sua angústia e aprender como lidar com os fatores que são gatilhos para as crises.

Em muito casos pode ser necessário o uso de medicamentos. Os fármacos têm um importante papel para controlar os sintomas da ansiedade e depressão. O teste farmacogenético é uma ferramenta importante para indicar quais medicamentos tendem a ser mais eficazes, quais não devem gerar resultado e quais podem trazer efeitos colaterais.

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Teste farmacogenético para guiar o tratamento de ansiedade e depressão

O teste farmacogenético cruza dos dados genéticos da pessoa com a análise de medicamentos comumente utilizados no tratamento. Ele fornece informações importantes para estabelecer a dosagem e uso de mais de um medicamento.

O exame analisa 26 genes do paciente e cruza as informações com a análise de 79 medicamentos, que incluem antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. O laudo ajuda o médico, fornecendo uma base de dados para que a prescrição seja mais assertiva e com menos chances de efeitos colaterais. Com isso, é possível obter uma resposta mais rápida ao tratamento do que teria se baseado na tentativa e erro de fármacos.

O teste farmacogenético é utilizado para orientar o tratamento de diversos transtornos mentais, como depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Além disso, é utilizado também em outras áreas da medicina, como cardiologia e oncologia. No Brasil, a Gntech® é o laboratório pioneiro na realização do exame.

Referências: G1 , Carta Capital .