Engenheiros biomédicos, farmacêuticos de renome e médicos chamam o atual momento da medicina de “A mais nova revolução industrial”, isso devido ao fato de tecnologias da área da engenharia genética estar invadindo e consequentemente trabalhando de maneira conjunta com tecnologias da área médica. Toda essa união traz uma série de benefícios tanto para pacientes, quanto para médicos.

Já existem uma série de doenças que podem ser diagnosticadas antes do seu aparecimento, através de tecnologias genéticas.

A mesma tecnologia genética que está empregada para mostrar possíveis doenças futuras, também é utilizada para garantir a eficácia de um medicamento, potencializando as chances de um paciente vencer determinada doença que tanto o aflige e o preocupa.

Diferenças entre Testes Preditivos e Testes Farmacogenéticas 

Algo que gera dúvidas, principalmente entre pacientes, são os tipos de testes existentes no mercado. Porém, de nada adianta falar sobre o assunto sem antes compreendermos melhor do que se trata cada teste.

Pensando dessa maneira resolvemos escrever esse artigo para mostrar as diferenças que existem entre os testes preditivos e os testes farmacogenéticos e quais são as aplicações e utilidades de cada um deles.

Testes preditivos

Como o próprio nome já diz, esse tipo de teste genético é apenas preditivo, ou seja, ele pode prever o surgimento de uma doença futura.

O teste preditivo vale-se do sequenciamento dos genes do paciente para apontar prováveis riscos genéticos, ou seja, a probabilidade e não a garantia de algumas doenças serem desenvolvidas.

Os testes preditivos devem ser utilizados em casos de patologias específicas que são (ou podem ser) hereditárias. Casos comuns, onde o teste preditivo tem bastante utilização, são em doenças cardiovasculares, as famosas doenças do coração. No entanto, os testes preditivos devem sempre ser solicitados e acompanhados por um médico capacitado e gabaritado para isso.

Testes farmacogenéticos

Como o nome já sugere, os testes farmacogenéticos têm como função analisar dois objetos distintos: os fármacos e a genética do paciente. Trata-se de um teste altamente complexo e visa, principalmente, o bem-estar do paciente.

O teste farmacogenético analisa a resposta que o organismo de um paciente terá a uma série de medicamentos analisados. Quando o resultado é obtido, é possível o médico utilizá-lo como ferramenta auxiliar para que possa optar pelo fármaco mais adequado para tratar a doença do paciente em questão.

Os testes farmacogenéticos podem vir a trazer segurança, conforto e principalmente tranquilidade àqueles pacientes com má resposta ao tratamento utilizado ou que irá iniciar uma terapia medicamentosa e queira evitar possíveis trocas constantes de medicamentos ou efeitos adversos.

A utilização de testes farmacogenéticos é indicada nos seguintes casos:

- Quando o paciente não alcança o resultado desejado;

- Se o paciente sofre com efeitos adversos;

- Para pacientes com associações medicamentosas;

- Para pacientes que iniciarão o tratamento.

Ambos os testes se valem da genética e da tecnologia disponíveis atualmente para obtenção da análise dos genes, porém cada um possui uma utilização distinta e benéfica aos médicos e pacientes. Enquanto os testes preditivos demonstram a probabilidade do desenvolvimento de patologias e possibilitam uma potencial prevenção, o teste farmacogenético traz a relação de medicamentos e como esses fármacos interagem com a genética daquele paciente específico.

Os testes genéticos infelizmente não são muito utilizados no Brasil, isso ocorre devido à ausência de informação. Porém a GnTech tem como intuito levar informação e esclarecimento sobre a utilização da genética humana em benefício da saúde e do bem-estar das pessoas.

Para saber mais sobre testes genéticos e como eles podem vir a auxiliar no tratamento clínico dos pacientes, entre em contato conosco. Caso tenham dúvidas pontuais sobre o artigo ou queiram enviar sugestões de conteúdos sobre genética, comentem o nosso post que ficaremos felizes em respondê-lo.