setembro amarelo prevenção suicidio depressao

O suicídio é uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. O Setembro Amarelo é dedicado a falar sobre o tema para promover a conscientização e prevenção do suicídio. É essencial combater os estigmas que cercam o assunto para salvar vidas.

Mais de 96% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos psiquiátricos. A depressão é o principal fator de risco. Ter o acompanhamento e tratamento adequados fazer toda diferença para prevenir ideias suicidas.

Mas como perceber que alguém pode estar nessa situação? É preciso estar atento a detalhes sutis que sinalizam um possível risco. Oferecer apoio e mostrar-se disponível já pode ser um grande ato de ajuda.

Como perceber sinais para prevenir suicídio

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Fique atento a comentários

Pessoas com ideias suicidas tendem a falar mais sobre morte do que o normal. Se a pessoa utiliza expressões que sinalizam desespero, desesperança e desamparo é preciso ter cuidado.

Frases como “eu desejaria não ter nascido”, “caso não nos encontremos de novo” ou “eu preferia estar morto” podem ser indicativos de ideações suicidas.

Nas redes sociais, pode haver uma banalização de expressões como “queria estar morta”. Com isso, é preciso de ainda mais atenção para um sinal claro não ser encarado como uma mera utilização de um “meme”.

Episódio traumático e fatores estressores crônicos

A ideação pode surgir com um episódio traumático, como separação conjugal, migração ou perda de uma pessoa amada.

Também pode estar relacionada a problemas financeiros, como falência ou perda de emprego.

Ambos os fatores acendem um alerta maior em tempos de pandemia, em que o país vive há alguns meses o distanciamento social, crise econômica e milhares de mortes diárias devido à COVID-19.

Isolamento e despedidas

Um indicativo de que a pessoa pode não estar bem é o isolamento do convívio social. Fique atento se a pessoa deixar de mandar mensagens ou sumir das redes sociais sem avisar.

Entre os comportamentos que sugerem uma preparação para o suicídio estão mensagens de despedidas (como bilhetes ou recados em redes sociais), testamento, doação de posses importantes e acúmulo de comprimidos.

A ideia de despedida por incluir também ligações incomuns a parentes ou amigos dizendo adeus, como se não fosse vê-los outra vez.

Como ajudar uma pessoa sob risco de suicídio

Esteja disponível

Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para conversar. Mostre seu apoio e que você está disponível para conversar. Busque ouvir a pessoa com a mente aberta e sem julgamentos.

Mantenha contato para acompanhar como a pessoa está se sentindo e o que está fazendo.

Incentive a buscar ajuda profissional

Tente mostrar a importância de buscar ajuda profissional. Com o acompanhamento e tratamento é possível encontrar uma saída. Ofereça-se para ir com ela a um psicólogo ou psiquiatra.

Psicólogos e psiquiatras são importante para conseguir tratar e lidar com os sintomas. A psicoterapia auxilia a lidar com as angústias e o uso de medicamentos tem como objetivo controlar os sintomas. O teste farmacogenético pode ser um aliado para tornar o tratamento mais eficaz e com menos riscos de efeitos colaterais.

Saiba mais sobre o que é o teste farmacogenético e como ele pode ajudar no tratamento de depressão e ansiedade.

Proteja a pessoa

Se existe algum perigo imediato, não deixe a pessoa sozinha. Procure assegurar-se de que ela não tenha meios para tentar suicídio, como armas de fogo ou medicamentos.

Indique o CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha para oferecer suporte emocional e realizar a prevenção do suicídio. A organização é reconhecida como Utilidade Pública Federal desde a década de 1970. 

Voluntários ficam à disposição 24 horas para oferecer atendimento pelo telefone 188 ou pelo chat online no site. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo.

Referências:

Ministério da Saúde