Como encontrar o melhor medicamento para o tratamento de depressão? O teste farmacogenético pode ser um importante aliado para uma prescrição mais assertiva e com menos riscos de efeitos colaterais.

A tecnologia da indústria farmacêutica evoluiu muito nas últimas décadas e existem hoje diversas opções de medicamentos para o tratamento de depressão. Porém, cada pessoa possui suas particularidades genéticas que podem interferir na resposta, metabolização e toxicidade dos fármacos. Uma opção eficaz para um paciente pode não ter efeito ou causar efeitos adversos em outro.

O teste farmacogenético pode ajudar a prever como o organismo do paciente tende a responder aos principais fármacos e evitar tentativas frustradas de tratamento com medicamentos que não teriam boa resposta. Assim, o exame representa um ganho de segurança no tratamento e qualidade de vida.

Por que as pessoas reagem de formas diferentes aos medicamentos para depressão?

Já faz algum tempo que médicos perceberam que as pessoas reagem de formas diferentes a um mesmo medicamento. Isso ocorre porque algumas variáveis genéticas interferem na forma como os medicamentos são absorvidos e circulam em nosso corpo.

Uma mutação genética pode fazer um paciente processar muito rápido uma substância, o que faz com que o remédio seja eliminado do organismo antes de oferecer algum resultado.

Em outros casos, o gene pode fazer com que a pessoa tenha uma metabolização muito lenta, fazendo com que um medicamento fique concentrado no sangue por muito tempo, ocasionando efeito colaterais.

"Essa variabilidade começa no estômago e no intestino, determinando o quanto do medicamento será absorvido e irá para a corrente sanguínea. Alguns indivíduos absorvem mais, o que lhes garante um resultado melhor, e outros menos", explica o psiquiatra Wagner Gattaz, coordenador do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP), em uma reportagem da BBC.

O teste farmacogenético no tratamento de depressão

Enfrentar os sintomas de depressão é um grande desafio. O paciente lida com pensamentos negativos, distúrbios de sono, falta de energia, desânimo, entre outros sintomas. Até mesmo as atividades mais rotineiras podem ser muito difíceis de realizar na perspectiva de uma pessoa depressiva.

O tratamento com medicamentos é muito importante para controlar os sintomas. Com a química cerebral regulada, a pessoa obtém uma melhora para poder lidar com suas angústias na psicoterapia, por exemplo.

Quando o paciente já está fragilizado, enfrentar efeitos colaterais ou meses de tratamento sem resultado, pode tornar tudo ainda mais frustrante. Acertar na medicação e dosagem é ainda mais importante nesses casos, pois representa um ganho relevante na qualidade de vida e confiança no tratamento.

Confira a história de Valdésia, que, após diversos anos enfrentando a depressão, conseguiu obter a melhora dos sintomas com o redirecionamento do tratamento ao fazer o teste farmacogenético:

Como funciona o teste farmacogenético para depressão

O teste farmacogenético é realizado a partir da análise do DNA do paciente. Ao adquirir o exame, a pessoa recebe um kit para coleta do material genético. O procedimento é muito simples e consiste em passar o swab(espécie de cotonete) no interior da bochecha).

Após a coleta, o material é encaminhado para o laboratório, que realiza o sequenciamento do DNA. São analisados genes relacionados à resposta, toxicidade e metabolismo e como eles tendem a interagir com os principais medicamentos do mercado.

O teste farmacogenético voltado para o tratamento de depressão analisa, por exemplo, genes que interferem em antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, estabilizadores de humor, psicoestimuladores, ente outros fármacos.

O resultado do exame indica quais medicamentos e dosagens tendem a apresentar melhores resultados, auxiliando o médico para uma prescrição mais efetiva e com menos riscos de efeitos colaterais.

Entenda mais sobre como o teste farmacogenético para a depressão é realizado com o vídeo:

Onde fazer o teste farmacogenético no Brasil

No Brasil, a GnTech® é referência na realização de testes farmacogenéticos. Os exames são adquiridos diretamente no site e o kit para coleta do material genético chega na casa do paciente.

Após o procedimento para coletar as células bucais, o material é encaminhado para o laboratório. O resultado do exame é disponibilizado cerca de 40 dias após a chegada do DNA no laboratório.

A GnTech® oferece dois testes farmacogenéticos que abrangem medicamentos utilizados no tratamento da depressão.

TotalGene®

O TotalGene é a versão mais completa do farmacogenético, analisando 172 fármacos e 60 genes. Ele é indicado para quem quer ter uma base personalizada de dados, guiando vários tratamentos para quem enfrenta doenças com especificidades diferentes. Abrange medicamentos das áreas de Psiquiatria, Cardiologia, Oncologia, Infectologia, entre outras.

PsicoGene®

O teste farmacogenético PsicoGene® indica quais medicamentos e dosagens tendem a ser mais seguros no tratamento da Depressão, Ansiedade, TDAH, Bipolaridade, Síndrome do Pânico e doenças da mente em geral. O PsicoGene analisa 23 genes e 93 fármacos da família dos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, estabilizadores de humor, psicoestimuladores, entre outros. E, ainda, ele auxilia na diminuição do tempo de tratamento, principalmente para quem já está enfrentando estas doenças há muitos anos.

Clique e saiba mais sobre os testes farmacogenéticos.

Histórico da Farmacogenética

Os primeiros estudos sobre o assunto são da década de 1950. Mas este ramo da ciência pôde caminhar a passos largos desde a criação do PharmGKB, maior banco de dados sobre farmacogenética, no ano 2000.

O PharmGKB é uma base de informações pública e online, que reúne, faz a curadoria, integração e disseminação de conhecimentos sobre o impacto da variação do DNA na resposta aos fármacos. Ele é utilizado ao redor do mundo como um dos principais recursos da área que busca unir, facilitar e disseminar o entendimento de como variações genéticas podem afetar a resposta individual aos medicamentos e de como esse entendimento pode ser empregado ou traduzido na prática clínica. Atualmente, cerca de 1.800 artigos sobre o tema são publicados por ano no mundo sobre farmacogenética.

No Brasil, a GnTech é líder em farmacogenética. A empresa atua no mercado de testes farmacogenéticos desde 2012. A partir de 2017, passou a produzir a tecnologia para o sequenciamento e análise do DNA no país.

As associações farmacogenéticas realizadas em nossos testes são construídas a partir de evidência científica sólida, disponibilizada em fontes oficiais como o PharmGKB e diretrizes clínicas emitidas por sociedades profissionais (e.g. Consórcio de Implementação de Farmacogenética Clínica- CPIC®).

Referências:

U.S. Food and Drug Administration. Table of Pharmacogenomic Biomarkers in Drug Labelling.,

E CAUDLE, Kelly et al. Incorporation of pharmacogenomics into routine clinical practice: the Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium (CPIC) guideline development process. Current drug metabolism, v. 15, p. 209-217, 2014.

BBC