As variantes genéticas (também chamadas de polimorfismos genéticos) ocorrem em toda a população. Algumas variantes genéticas são benignas, ou seja, não produzem qualquer efeito negativo conhecido, e outras variantes podem ser associadas a doenças ou a resposta e metabolismo de medicamentos.

Tratamento tradicional

Ao iniciar o esquema farmacológico para tratar uma condição particular, os profissionais de saúde geralmente prescrevem um dos vários medicamentos disponíveis. As dosagens e tempo de resposta dos fármacos são baseados na taxa prevista de um paciente metabolizar normal/extensivo.

Clinicamente, no entanto, cada pessoa reage de forma diferente para cada tratamento.  Quando o tratamento não atinge os efeitos esperados, o profissional de saúde, por exemplo,  tem a opção de ajustar a dose do fármaco, associar medicamentos ou ainda mudar para uma terapia diferente, dependendo do caso em avaliação. Independentemente da escolha terapêutica, o paciente deverá aguardar um tempo razoável para que nova avaliação médica seja realizada afim de constatar se aquele ajuste foi eficaz ou não. Em caso negativo, inicia-se novo ciclo de tratamento e assim sucessivamente.

Tratamento Personalizado 

A farmacogenética oferece aos profissionais da saúde o conhecimento prévio da provável resposta e metabolismo do paciente às diferentes classes de medicamentos, auxiliando na decisão sobre ajuste, associação ou troca de medicação de forma mais rápida, precisa e eficiente.
Em dados gerais, um teste farmacogenético pode sugerir aumento ou redução de doses, alta ou baixa eficácia, aumento ou diminuição das chances de efeitos colaterais, interações medicamentosas, entre outros aspectos.

Para saber mais sobre os possíveis perfis de metabolização dos medicamentos analisados no Teste Farmacogenético da GnTech, leia o post anterior. 


 REFERÊNCIAS

Souza, C.A., 2013 Farmacogenômica: Janela à medicina personalizada. Psychiatry on line Brasil. Agosto; vol.  18(8). Disponível em http://www.polbr.med.br/ano13/art0813.php.

Biotransformação de drogas. Disponível em:  http://www.psiquiatriageral.com.br/tratamento/interacoes03.htm

Gurwitz D, Rehavi M. Pharmacogenetics: toward personalized medicine. Harefuah. 2005 Oct; 144(10): 711-6

Laika B, Leucht S, Heres S, Steimer W. Intermediate metabolizer: increased side effects in psychoactive drug therapy. The key to cost-effectiveness of pretreatment CYP2D6 screening? Pharmacogenomics J. 2009 Dec; 9(6): 395-403.

Steimer W, Zöpf K, von Amelunxen S, Pfeiffer H, Bachofer J, Popp J et al. Amitriptyline or not, that is the question: pharmacogenetics testing of CYP2D6 and CYP2C19 identifies patients with low or high risk for side effects in amitriptyline therapy. Clin Chem. 2005 Feb; 51(2): 376-85.