Procurando uma série da Netflix para maratonar? Spin Out é uma produção que aborda o transtorno bipolar e traz como pano de fundo o mundo da patinação. A série foi lançada durante o Janeiro Branco em 2020 e possui uma temporada com 10 episódios.

Entre os principais transtornos afetivos, o Transtorno Bipolar destaca-se por ser associado a altos índices de suicídio. Ele é caracterizado principalmente por oscilações graves de humor, alternando entre períodos de humor elevado e depressão, e muitas vezes pode ser confundido com um quadro depressão. Por isso é tão importante uma série que aborde o tema e possa contribuir para vencer os estigmas que cercam a bipolaridade.

Em Spin Out, atriz Kaya Scodelario dá vida à personagem Katerina Baker, uma patinadora profissional que busca retomar seu desempenho no ringue depois de um grave acidente. A trama mostra os desafios da patinação artística, que exige disciplina e determinação. Além de enfrentar seus traumas, Kat precisa também enfrentar o transtorno bipolar.

A história busca mostrar os altos e baixos da doença, retratando tanto a fase maníaca quanto a depressiva. A trama aborda os preconceitos a respeito da doença e como o tratamento é importante para que o paciente possa manter sua saúde mental sob controle.

Outro aspecto que Spin Out traz é a questão familiar e como o transtorno bipolar pode ser uma herança genética. Além de Katerina Baker, sua mãe Carol (January Jones) também é bipolar. Sem o tratamento devido, a doença acaba afetando a rotina da família e trazendo até mesmo consequências financeiras.

Apesar da história de Spin Out ser ficcional, a bipolaridade faz parte da vida de muitas pessoas. De acordo com o levantamento realizado entre 1990 e 2013, houve um aumento mundial de 49,1% dos diagnósticos, chegando a 48,8 milhões de casos. O número impressiona, mas é também resultado de uma maior discussão sobre saúde mental e acesso à informação, o que permite que mais pacientes tenham o diagnóstico correto e possam receber o tratamento adequado.

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Os sintomas do transtorno bipolar abordados em Spin Out

Episódio maníaco

- Aumento de energia e falta de sono

Durante o episódio maníaco, Kat intensifica seus treinos. Ela não sente sono ou cansaço, mesmo patinando por horas a fio.

- Ficar eufórico e exaltado

Ela perde o medo do ringue, arriscando-se novamente em movimentos complexos. É como se a protagonista sentisse que tem um superpoder e conseguisse executar qualquer coreografia ou movimento.

- Fazer coisas arriscadas ou por impulsivo

É também durante esta fase do transtorno que a pessoa bipolar tem atitudes impulsivas e discussões, sem conseguir medir suas ações. Carol, por exemplo, acaba fazendo gastos exagerados.

Episódio depressivo

- Excesso de sono e falta de energia

Quando chega o episódio depressivo, é possível ver as personagens muito mais reclusas, passando muito tempo tristes sem deixar o quarto.

- Ficar muito triste e sem perspectivas

Na série Spin Out, é neste momento do transtorno depressivo também que Kat e Carol acabam enfrentando as consequências das ações impulsivas que tomaram durante o episódio maníaco. Sentem a frustração por não controlar os sintomas da doença.

Saiba mais sobre os sintomas e tipos de transtorno bipolar.

Por que o tratamento para o transtorno bipolar é tão importante?

Spin Out mostra a importância do acompanhamento profissional e tratamento médico para conviver com o transtorno bipolar. Sem tratamento, relações pessoais e profissionais são afetadas pelos sintomas presentes nos episódios maníacos e depressivos.

Por mais que durante a fase maníaca da doença, tanto Kat quanto Carol tenham a falsa sensação de que estão bem, elas perdem o senso crítico. A série da Netflix mostra que as personagens tomam atitudes que comprometem relações familiares, amorosas e até mesmo a vida financeira da família.

O transtorno bipolar não possui cura, mas com o tratamento o paciente consegue ter uma vida normal. Os sintomas podem ser controlados, evitando que interfira no dia a dia.

O tratamento adequado inclui o uso de medicamentos e psicoterapia. Além disso, adotar hábitos saudáveis como exercício físico, alimentação balanceada e sono regulado podem contribuir para melhora.

Em relação aos medicamentos, o tratamento depende do tipo de bipolaridade, gravidade e evolução da doença. Fármacos neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos, estabilizadores de humor e o carbonato de lítio são utilizados para reverter os quadros agudos de euforia e evitar a recorrência das crises.

Por outro lado, a psicoterapia tem papel importante, oferecendo suporte para o paciente aprender a lidar com o transtorno. O acompanhamento com psicólogo ou psicoterapeuta também pode ajudar a prevenir a recorrência das crises ao promover a adesão ao tratamento medicamentoso.

Como o teste farmacogenético pode ser um aliado no tratamento de bipolaridade

Muitos pacientes sofrem com efeitos colaterais dos medicamentos e abandonam o tratamento. Com isso, enfrentam os riscos de novas crises e pensamentos suicidas. O teste farmacogenético pode ser um importante aliado para encontrar os medicamentos e dosagens mais adequados para o paciente, reduzindo riscos de efeitos colaterais e potencializando assim o sucesso do tratamento.

Os testes farmacogenéticos têm sido utilizados, reconhecendo a variabilidade genética individual como um componente importante na resposta ao medicamento. O exame sequencia o DNA do paciente e analisa como os genes interferem nos principais medicamentos do mercado, observando fatores como resposta, metabolismo e toxicidade.

O resultado do teste farmacogenético indica quais medicamentos e dosagens tendem a apresentar melhores resultados, auxiliando o médico para uma prescrição mais efetiva e com menos riscos de efeitos colaterais.

A GnTech® oferece dois testes farmacogenéticos que abrangem medicamentos utilizados no tratamento do transtorno bipolar.

TotalGene®

O TotalGene é a versão mais completa do farmacogenético, analisando 172 fármacos e 60 genes. Ele é indicado para quem quer ter uma base personalizada de dados, guiando vários tratamentos para quem enfrenta doenças com especificidades diferentes. Abrange medicamentos das áreas de Psiquiatria, Cardiologia, Oncologia, Infectologia, entre outras.

PsicoGene®

O teste farmacogenético PsicoGene® indica quais medicamentos e dosagens tendem a ser mais seguros no tratamento da Depressão, Ansiedade, TDAH, Bipolaridade, Síndrome do Pânico e doenças da mente em geral. O PsicoGene analisa 23 genes e 93 fármacos da família dos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, estabilizadores de humor, psicoestimuladores, entre outros. E, ainda, ele auxilia na diminuição do tempo de tratamento, principalmente para quem já está enfrentando estas doenças há muitos anos.

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Confira o trailer da série Spin Out:

Referências:

Referências: Drauzio Varella , Ministério da Saúde , Vittude , Artigo The utility of pharmacogenetic Testing to support the treatment of bipolar disorder, Jornal Pharmacogenomics and Personalized Medicine.