Os sintomas da depressão variam de paciente para paciente. Esse transtorno de humor tem origem em vários fatores e pode se manifestar de diversas formas. Entretanto, é importante conseguir diferenciar a depressão doença de uma depressão reativa a algum episódio traumático. Confira alguns sinais que podem servir de alerta para procurar ajuda profissional.

Sintomas de Depressão

Alterações de sono na depressão

Um dos sintomas de depressão recorrente é a alteração do sono. Alguns pacientes encontram dificuldade para dormir, outros enfrentam sono ao longo do dia. Aproximadamente 80% dos pacientes depressivos apresentam queixas pertinentes a mudanças nos padrões do sono. A insônia, é a principal alteração do sono nesses casos. As queixas específicas podem incluir despertares noturnos frequentes, sono não restaurador, redução do sono total ou sonhos perturbadores. Em cerca de 10% a 20% dos casos, pacientes depressivos podem apresentar excesso de sono (hipersonia). Ou seja, passam por episódios de sono noturno prolongado e aumento do sono diurno.

Alterações de apetite

O aumento ou redução do apetitepode ser um dos sintomas de depressão considerados no diagnóstico. Alguns pacientes perdem a fome completamente. Em outros casos, desenvolve-se uma compulsão alimentar. Após 14 dias com alterações de apetite, é aconselhável procurar um profissional.

Fadiga como sintoma de depressão

Dados de 2018 indicam que a fadiga está presente em mais de 90% das pessoas que convivem com transtornos mentais. Ela é um dos sintomas de depressão, pois a doença afeta os neurotransmissores associados ao estado de alerta e ao sistema de recompensas, segundo o psiquiatra Don Mordecai. Com isso, o transtorno afeta fisiologicamente os níveis de energia.

Isolamento

A pessoa com depressão tem um desequilíbrio químico cerebral. O lado esquerdo do cérebro, responsável pela comunicação e funções analíticas, fica retraído. Com isso, um dos sintomas da depressão é o isolamento e tendência a evitar atividades em grupo. A pessoa encontra dificuldade em socializar e expressar o que sente porque sua linguagem está com a capacidade reduzida. banner teste farmacogenetico

Dificuldade em memorizar e se concentrar

O desequilíbrio químico que a depressão provoca no cérebro afeta também a memória e concentração. As memórias que surgem são negativas, porque o processo de recordar está ligado ao estado emocional. Em situações felizes, a tendência é lembrar de coisas boas, já em momentos difíceis, as lembranças serão ruins. Devido ao sentimento negativo, a região do cérebro que recebe e gere informações fica sempre ativa. Com isso, torna-se difícil a concentração. A área cerebral onde se criam novas memórias e impressões quando se conhece alguém também é afetada.

Perda do sentido da vida e pessimismo

De forma geral, o paciente depressivo interpreta negativamente os acontecimentos, escolhendo sempre um ponto de vista pessimista.  O quadro depressivo se agrava quando a pessoa com depressão não percebe um sentido do futuro. O paciente deixa de responder ao presente de forma significativa, o que agrava e reforça a sensação de falta de sentido da vida.

Confira o vídeo sobre sintomas de depressão:

O papel dos antidepressivos

Como a depressão provoca alterações na química cerebral, na maioria dos casos é necessário o uso de antidepressivos para regularizar o processo de neurotransmissão do paciente. O médico psiquiatra é quem vai definir a necessidade do medicamento, qual utilizar e em que dosagem.

Até pouco tempo, a prescrição de fármacos para tratamento de depressão era realizada apenas na tentativa e erro. Com isso, muitos pacientes sofriam com efeitos colaterais e, por vezes, precisavam de mais de três tentativas para encontrar o medicamento mais eficaz para seu caso. Mas hoje os psiquiatras contam com o teste genético para prescrever o tratamento de forma mais segura e eficiente.

O teste farmacogenético é um exame que, através do sequenciamento genético, analisa como os genes do paciente interferem no metabolismo, resposta e toxicidade dos medicamentos. Consequentemente, ajuda a prever como a pessoa tende a reagir a cada fármaco, possibilitando mais assertividade na prescrição médica.

Referências: artigo "Depressão, percepção ontológica do tempo e sentido da vida", artigo "O sono e os transtornos do sono na depressão", site Cuidados pela vida, site HuffPost Brasil, site Oficina da Psicologia.