Essa pergunta é recorrente quando você conhece alguém com transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão ou bipolaridade na rede de familiares e amigos, não é? É sobre como fazer isso que vamos falar neste artigo.

Entendendo o suicídio para prevenir 

O suicídio é um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diversas origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo para a prevenção do suicídio

O suicídio geralmente está ligado a sentimentos de desamparo, desesperança e desespero.

Dentre os indivíduos com maior risco de suicídio estão aqueles que sofrem de alguma doença mental.

Suicídio e transtornos mentais

A depressão é um dos transtornos mentais mais conhecidos. Tratamentos e informações sobre essa doença vêm sendo amplamente divulgados nos últimos anos. Entretanto, também precisamos conhecer e expandir o conhecimento sobre outros distúrbios que possam levar o indivíduo a pensar, tentar ou tirar de fato sua própria vida .Entre eles estão a ansiedade, os transtornos de humor, transtorno por uso de substância psicoativa, esquizofrenia, transtornos de personalidade, entre outros.

Apesar da maioria das pessoas com risco de suicídio apresentar transtorno mental, grande parte não procura um profissional de saúde mental, mesmo em países desenvolvidos. Assim, o papel da disseminação da informação torna-se vital, para ajudar aqueles que não sabem que existe ajuda.

Comportamento suicida - saiba reconhecer os sinais

Um grande mito em torno do suicídio é que o indivíduo que tem intenção de tirar a própria vida não avisa, não dá sinais e não fala sobre isso. Porém, isso não é verdade. Precisamos considerar todos os sinais de alerta que podem mostrar que ele está pensando em suicídio.

Pessoas com comportamento suicida geralmente apresentam dificuldade para lidar com estressores psicossociais, adquirir perspectivas positivas de resolver problemas, além de manifestar sentimentos como tristeza, falta de esperança e pessimismo. Elas costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir culpadas, com baixa  autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar evidentes de forma escrita, verbalmente ou por meio de desenhos. Algumas pessoas chegam a fazer um testamento ou seguro de vida.

Fique atento se você conhece alguém que está se isolando demais, não retornando ligações, interagindo menos nas redes sociais, ficando fechada em seu quarto, cancelando atividades sociais, principalmente aquelas que costumava e gostava de fazer. 

O que fazer diante de uma pessoa sob risco de suicídio? 

Se você identificou comportamentos incomuns em alguém das suas relações, agora o foco será ajudar essa pessoa. A CVV preparou uma cartilha com orientações sobre o que deve ser feito diante de uma pessoa sob o risco de suicídio. O material completo está disponível no site cvv.org.br. Confira algumas dicas:

  • Encontre um momento oportuno e um local calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de um profissional, como um psiquiatra ou psicólogo. Ofereça-se para acompanhá-la a uma consulta.
  • Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Busque ajuda de profissionais de serviços de emergência, um serviço telefônico de atendimentos a crises (CVV - 188), um profissional de saúde, ou consulte algum familiar dessa pessoa.
  • Se a pessoa com quem você está preocupado (a) mora com você, assegure-se de que ela não tenha acesso a meios para provocar a própria morte, como por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamento.
  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo. 

Setembro Amarelo e a Prevenção do Suicídio 

Nós da GnTech entendemos que para mudar alguma coisa, precisamos falar sobre ela e alguns pontos não devem ser esquecidos para que a comunicação seja segura e cuidadosa. Nossas ações do Setembro Amarelo são uma ótima forma de conscientização e compartilham muitos dados importantes sobre o problema, inclusive relacionados às possibilidades de ajuda em todas as fases da depressão e até dos pensamentos suicidas. 

Preste atenção nas pessoas queridas ao redor, e ofereça ajuda caso note alguma mudança de comportamento que possa estar relacionada a esses sentimentos. 

Falar sobre suicídio continua sendo a melhor prevenção. Aproveite para espalhar informações úteis. Compartilhe este post!